domingo, 30 de março de 2014

Eficiência das pedras - Parte 7

A eficiência é extremamente importante para vencer no Mahjong. Não por acaso, é a série de estratégia com mais artigos, sendo que muitos deles são bem específicos.

E a gente percebe como essa especificidade é necessária mesmo: não tem como falar que o 5, por exemplo, sempre será uma pedra eficiente e que é melhor desmanchar um conjunto para ficar com ele. Principalmente quando começamos a avançar e chegar mais perto do Tenpai, as decisões (e, consequentemente, os erros) acabam tendo uma importância cada vez maior, porque a mão se "afunila" bastante e o Uke-ire só tende a diminuir.

A partir do artigo de hoje, as coisas ficam mais interessantes: daremos um panorama de como funciona a eficiência nos diversos estágios da mão.





Como escolher o seu descarte






Escolher seu descarte simplesmente para evoluir sua mão até bater não é tão complicado.

Os jogadores avançados conseguem saber qual o descarte mais eficiente só de olhar para a mão.

Como eles conseguem tomar essa decisão assim tão rápido?


Provavelmente, é por causa destes dois motivos:

  1. Dividindo a maioria das mãos em padrões, eles entendem qual descarte tem o maior Uke-ire.

  2. Mesmo em mãos iniciais "que só aparecem uma vez na vida", como tentarão bater, eles distinguem os padrões da mão. É preciso aprender principalmente os padrões mais frequentes. Se você estiver tomando as decisões erradas, isso ficará claro nas suas estatísticas.


  3. Eles têm um excelente método de comparação.

  4. Em partidas reais, é praticamente impossível ficar pensando "se eu descartar A, o Uke-ire é de X pedras e X unidades, já se descartar B...". É preciso escolher sempre o descarte que dá o maior Uke-ire sem ficar calculando tudo isso.


Para mim, esses dois fatores são a Base da Eficiência das Pedras.

Nas estratégias de Mahjong, todos dão muita atenção ao fator 1, mas, não sei por quê, o 2 acaba sendo deixado de lado.





Ex. 1:   Compra:


Por exemplo, com essa mão, devemos descartar o .

O Uke-ire até o Tenpai é o maior e, como não há diferença de Yaku, considera-se que esse descarte é totalmente correto.

Porém, é difícil encontrarmos casos como esse em partidas reais.





Ex. 2:   Compra:


O exemplo 1 é apresentado em diversos livros de estratégia; então, passou a ser um padrão bem conhecido.

No entanto, não é certo dizer "sempre que você tiver três pares com uma pedra de distância entre eles, descarte a pedra do meio".

Em casos como o do exemplo 2, quando temos 4 pares, qualquer par que você desmanchar (, , ou ) dará o mesmo Uke-ire.

Acabar com a chance de Iipeikou descartando o não pode ser considerado uma boa decisão.

Para mim, o fator 2 é mais importante que o 1.

Na minha opinião, o objetivo da eficiência das pedras é evitar erros e aumentar a velocidade dos seus descartes.

Cada pessoa consegue memorizar um determinado número de padrões.

O ideal é conseguir deduzir qual é o melhor descarte em qualquer tipo de mão.





Ao pensar sobre a eficiência das pedras, o melhor é dividi-la nestes 4 grupos:

  1. Sanshanten ou mais

  2. Ryanshanten

  3. Iishanten

  4. Tenpai

Por que colocamos Sanshanten ou mais em um único grupo?

Há dois motivos: quando você está em Sanshanten ou mais, talvez seja difícil até mesmo saber quantos Shanten são e, como a maioria das pedras pode não ser útil, não há por que dividir essas mãos em mais grupos diferentes.





1. Eficiência básica para Sanshanten ou mais



Em mãos que estão começando a se formar, o melhor é pensar "se eu descartar essa pedra, o que eu posso perder?".

Não precisa se preocupar em diminuir o número de Shanten.

Também há escolhas relacionadas a detalhes sutis, mas não é preciso pensar demais sobre coisas que não farão muita diferença.

Perceber pequenas diferenças de eficiência também é fundamental, mas acho que, na maioria das vezes, o mais importante é se preocupar com as possibilidades de Yakus ou em como você se defenderá nos turnos seguintes, se precisar.





2. Eficiência básica para Ryanshanten



Também é importante comparar o Uke-ire até o Iishanten, mas, se houver uma diferença de apenas 1 ou 2 unidades, é melhor escolhermos o descarte que nos deixará com o maior Uke-ire quando estivermos em Iishanten.

Um aspecto fundamental do Mahjong é: "Quanto mais perto do Tenpai, menor o seu Uke-ire".

A última barreira é: Iishanten → Tenpai. Se o Uke-ire não for bom nessa hora, será muito mais difícil bater.

É por isso que, mesmo se diminuirmos um pouco o Uke-ire em Ryanshanten, devemos dar mais importância à facilidade quando estivermos em Iishanten. (Mesmo assim, dar importância ao Uke-ire em Ryanshanten também é uma ótima escolha).

Normalmente, quando estamos em Ryanshanten, temos vários padrões com pedras isoladas ou com Taatsu demais; então, a escolha não deve ser tão difícil.





3. Eficiência básica para Iishanten



A prioridade agora é ter o maior Uke-ire quando estiver em Tenpai.

Aqui, quase nunca podemos relevar uma diferença de 1 ou 2 unidades.

Mas, nos casos em que o Uke-ire até o Tenpai vai ser baixo de qualquer jeito, também há a opção de diminuir o número do Uke-ire e abrir possibilidades de Evolução para um padrão melhor.

Se não tiver diferença no número do Uke-ire, é fácil escolher o descarte: basta comparar a Evolução para um padrão melhor.





4. Eficiência básica para Tenpai



É claro que o número de unidades da espera final é extremamente importante, mas não é só porque você está esperando por várias pedras que será fácil bater por Ron.

Se você estiver esperando pedras que saem fácil, podemos dizer que é uma espera boa.

Ou seja, é muito difícil medir, em números, a probabilidade de uma pedra ser descartada; então, a primeira coisa que devemos levar em conta o número de unidades das esperas.

Se o número de unidades da espera for o mesmo, é importante comparar quantas unidades fazem a mão evoluir para um padrão melhor.

As esperas Tanki, em especial, dão muitas possibilidades de evolução.


Essa foi a teoria.

A partir do próximo artigo, analisaremos exemplos práticos!



Autor: Manboo (Beginner's Luck)



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